Freguesia de Melides · Grândola

Furos de Água em Melides

Fazemos furos de água em Melides, nas casas de campo e nos terrenos à volta da vila e da lagoa: moradias em construção, segundas habitações, jardins, hortas e piscinas. Confirmamos o enquadramento do terreno, tratamos do licenciamento na ARH Alentejo e respondemos em 24–48 h.

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Atualizado em 16 de outubro de 2026 · Fontes no fim da página

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Abra o Google Maps, marque um pin no terreno e escolha Partilhar → Copiar link. Cole aqui esse link, em vez da sua localização atual. Abrir Google Maps.

Em resumo. Em Melides começamos por saber onde está o terreno: se cai na faixa de proteção da orla ou na envolvente das lagoas, e se tem rede pública. Só depois falamos de profundidade e equipamento. Sem rede, o furo é a água da casa, e então a análise e a bomba pesam tanto como a perfuração. O furo é sempre licenciado e o valor só sai do estudo do terreno.

Entre a serra, a lagoa e o mar

A freguesia de Melides fica no sul do concelho de Grândola, logo abaixo do Carvalhal, que só passou a freguesia própria em 1987, desmembrado de Melides. No projeto de investigação GROUNDSCENE, a lagoa de Melides e a de Santo André aparecem como ecossistemas que dependem de águas subterrâneas. A Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, em Santiago do Cacém e Sines, não inclui a lagoa de Melides.

Isto não deixa o terreno sem regras. O Programa da Orla Costeira Espichel–Odeceixe cobre as freguesias de Melides, Carvalhal e Santo André e prevê uma faixa de proteção da orla e do entorno das lagoas. Com o pin do terreno, vemos se cai nessa faixa antes de lhe propor seja o que for.

Casa a construir: o furo vem antes da obra

Sem rede pública, o furo abastece primeiro o estaleiro e depois a moradia. Trabalhamos por esta ordem:

  1. Papelada primeiro. Comunicação prévia à ARH Alentejo pelo SILiAmb (bomba até 5 cv) ou pedido de licença (acima disso). A máquina só entra depois de a ARH responder.
  2. Furo e ensaio. Medimos caudal, nível estático e nível dinâmico; é o ensaio que escolhe a bomba, e não o contrário.
  3. Bomba e reserva. Onde não passa a rede elétrica, a bomba solar dispensa o cabo. Um depósito segura o consumo e poupa o furo nos picos de rega.
  4. Análise. O resultado diz se a água precisa de filtro ou de desinfeção, o que orçamentamos à parte.

Perguntamos no formulário se há rede pública e casa licenciada, porque dessas duas respostas depende o tipo de pedido.

Jardim, horta e piscina

Num jardim ou numa horta de casa de campo costuma bastar uma bomba até 5 cv. Para rega de maior escala o processo muda para licença, e antes disso verificamos se o terreno está num regadio público: o edital da ARH Alentejo de 8 de maio de 2026 continua a proibir a rega agrícola com água de furo nessas áreas. Quem quer piscina encontra o essencial no guia de moradia, jardim e piscina: a água analisa-se antes de encher.

Sal junto à costa

Um trabalho técnico sobre a região Comporta–Grândola associa a extração intensa e a descida dos níveis a maior risco de intrusão salina. Perto do mar e da lagoa medimos a condutividade e os cloretos durante o ensaio, e o caudal fica ao tamanho do uso, não ao tamanho do furo. O mapa não dá este resultado.

O que não prometemos

Não encontrámos fonte pública com a profundidade ou o caudal típicos de um furo em Melides, por isso não os escrevemos aqui. Também não conhecemos registo público de água artesiana (a subir sozinha no tubo) na freguesia. Estudamos o seu terreno e dizemos o que vemos, sem prometer que há água, que sobe ou que chega para a piscina.

Quanto custa um furo em Melides

O preço do furo soma três coisas: os metros perfurados com o revestimento, o equipamento (bomba, quadro, depósito) e o processo na APA. Não publicamos um valor para Melides, porque não há fonte, mas há escala pública: a Zaask indica 20 a 60 € o metro de perfuração, e idealista e Habitissimo apontam 4 000 a 8 000 € para um furo doméstico completo, em regra sem bomba. Um exemplo público de composição, do norte do país em 2025, está em Preços: serve para ver as linhas, não como preço de Melides.

Como pedir o orçamento

Conte-nos o que existe: rede pública, casa licenciada ou em projeto, e o uso da água.
Fazemos o enquadramento: ARH, faixa da orla, lagoas e regadio público.
Recebe o orçamento por escrito em 24–48 h, sem compromisso, com o licenciamento incluído.

Perguntas frequentes — Melides

Quanto custa um furo de água em Melides?

Não há preço publicado para Melides. O que existe são referências nacionais (20 a 60 € o metro; 4 000 a 8 000 € por furo doméstico completo). O resto depende da profundidade, do equipamento e do licenciamento. Ver preços.

O que devo enviar para receber o orçamento?

Basta o pin do Google Maps, o uso previsto (casa, jardim, horta, piscina) e duas respostas: se há rede pública e se há casa licenciada ou em projeto. Com isso fazemos o enquadramento e respondemos em 24–48 h.

Um terreno junto à lagoa tem restrições?

Pode ter: o Programa da Orla Costeira prevê proteção da orla e do entorno das lagoas de Melides, Santo André e Sancha. O pin diz-nos se o seu terreno entra nessa faixa.

Há furos artesianos em Melides?

Não conhecemos nenhuma fonte pública que registe água artesiana em Melides. O sistema aquífero da zona é multicamada e o que há num terreno não se deduz de outro. Estudamos o seu antes de propor e não prometemos que a água suba. Qualquer furo precisa de licença da APA.

E se não tenho eletricidade no terreno?

Pode usar-se bomba solar, que dispensa a ligação à rede mas custa de outra forma ao início. A escolha sai do ensaio de caudal e do nível da água, e um depósito faz de reserva para casa e rega.

Posso beber a água do furo?

Só com análise de um laboratório acreditado e com a captação protegida. Junto à costa medimos ainda a condutividade e os cloretos. Havendo rede pública, a água do furo não a substitui para beber e cozinhar.

Fontes

  1. Câmara Municipal de Grândola, "Freguesia de Carvalhal" — área, orla costeira, praias e história. cm-grandola.pt
  2. Resolução do Conselho de Ministros n.º 87-A/2022 — Programa da Orla Costeira Espichel–Odeceixe (freguesias de Carvalhal, Melides e Santo André; ZEC e reservas naturais). diariodarepublica.pt
  3. Projeto GROUNDSCENE — biodiversidade de lagoas costeiras (Melides e Santo André) como ecossistemas dependentes de águas subterrâneas. doi.org
  4. Câmara Municipal de Santiago do Cacém, "Cogestão da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha". cm-santiagocacem.pt
  5. Oti, "Assessment of the sustainability of groundwater use in the Comporta-Grândola Region", Instituto Superior Técnico (trabalho técnico, PDF). tecnico.ulisboa.pt
  6. Oliveira (LNEC), "Aspectos quantitativos dos sistemas aquíferos do Baixo Tejo", APRH, 2009 (PDF) — subsistema Bacia do Sado do sistema Tejo-Sado/Margem Esquerda; sistema multicamada. aprh.pt
  7. APA-ARH Alentejo, Edital n.º 000073-ARHALT, de 8 de maio de 2026 — captações de água subterrânea e regadios públicos (PDF). apambiente.pt
  8. Zaask, "Quanto custa fazer um furo de água?" — perfuração de 20 a 60 €/m, média ≈ 30 €/m. zaask.pt
  9. idealista/news, "Poços e furos de água: é necessário licenciamento?" (14 set. 2026) — preços, regra dos 5 cv, taxa, 100 m entre captações. idealista.pt
  10. APA — Licenciamento online (SILiAmb), módulo de recursos hídricos. apambiente.pt

Fontes lidas até 16 de outubro de 2026. Valores de referência, sem garantia: o orçamento e a ARH confirmam o seu caso.

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