Furos de Água em Grândola
Fazemos furos de água na vila de Grândola, nos montes da serra e nas herdades do concelho. Vemos a geologia do seu terreno, tratamos do licenciamento na ARH Alentejo e respondemos com orçamento em 24–48 h. Melides, Carvalhal e Tróia têm página própria.
Atualizado em 16 de outubro de 2026 · Fontes no fim da página
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Resposta em 24–48 h · Sem compromisso. Deixe os dados, descreva o terreno e entramos em contacto.
Em resumo. O concelho de Grândola tem duas águas diferentes: a bacia sedimentar do Sado, de areias, argilas e calcários, e a serra, de xistos, onde a água circula em fraturas. A profundidade, o caudal e a qualidade dependem de qual das duas está sob o seu terreno, e nenhuma média do concelho serve de garantia. O furo é sempre licenciado, na ARH Alentejo (região hidrográfica do Sado e Mira), e o preço só sai de um estudo do terreno.
Duas geologias no mesmo concelho
Quem pede um furo em Grândola costuma descrever o terreno pela localidade, mas para a água subterrânea o que conta é a rocha. A vila fica no limite sul do sistema aquífero da Bacia do Sado, uma área de cerca de 1 352 km² preenchida por sedimentos do Miocénico e do Quaternário (areias, argilas, conglomerados, calcários e margas das formações de Marateca, de Alcácer do Sal, do Esbarrondadoiro e do Vale do Guizo). Para leste e para sul, já na serra de Grândola, a bacia dá lugar ao maciço antigo, de xistos.
A planície do Sado: um aquífero complicado
O estudo hidrogeológico de 1998 sobre o sistema descreve um conjunto onde coexistem aquíferos livres, semicativos e confinados. O fundo rochoso, que serve de base impermeável, foi atingido em sondagens a cotas muito diferentes: 50 m, 80 m, 145 m e perto de 500 m. A lição para quem vai furar é simples: dois terrenos próximos podem ter profundidades de furo muito diferentes, e por isso olhamos primeiro para os furos já feitos à volta, antes de falarmos em metros.
O mesmo estudo situa a recarga da metade sul do sistema na zona de Grândola e a descarga no rio Sado. Em furos de abastecimento de Grândola e de Alcácer do Sal, as águas analisadas então eram bicarbonatadas e quase sem contaminação por nitratos ou sulfatos. É um retrato de 1998 e não vale como análise do seu furo: a água de cada captação mede-se à parte.
A serra: xisto, fraturas e caudais mais baixos
No maciço antigo a água não está espalhada numa camada de areia: está nas fraturas da rocha. A introdução do SNIRH ao Maciço Antigo refere, em geral, caudais mais baixos do que nos aquíferos sedimentares. Num monte na serra, isso significa que o furo pode ter de ser mais fundo para cruzar fraturas produtivas, e que o ensaio de caudal decide mais do que o mapa. Também significa que um furo seco ou fraco é um risco real, que preferimos explicar-lhe antes de começar a obra.
Que pedidos recebemos em Grândola
- Montes e herdades sem rede pública, onde o furo é a origem de toda a água: perfuração, revestimento, ensaio, bomba (solar, se não há ligação elétrica), depósito e análise.
- Moradias e jardins na vila e à volta dela: furo para rega e usos exteriores, com bomba até 5 cv.
- Hortas e pomares: caudal dimensionado ao consumo real, e confirmação prévia de que o terreno não está num regadio público.
- Furos existentes: limpeza, bomba nova ou regularização do licenciamento.
Licenciamento em Grândola
Todo o concelho está na região hidrográfica do Sado e Mira (RH6), cuja ARH é a ARH Alentejo. Com bomba até 5 cv faz-se uma comunicação prévia no SILiAmb; acima de 5 cv é preciso licença, e perfura-se só depois da resposta. Tratamos do pedido por si, sem garantir a decisão da APA nem o prazo. O passo a passo está em Licenciamento. Se o uso é rega agrícola, confirmamos também o edital da ARH de 8 de maio de 2026, que mantém a interdição de rega com água de furo nas áreas de regadio público.
A costa do concelho tem páginas próprias
As freguesias costeiras de Grândola pedem outro enquadramento (lagoa, orla, dunas, reservas naturais). Por isso Melides, o Carvalhal e Tróia têm página própria. A Comporta fica ao lado, mas no concelho de Alcácer do Sal: está em Comporta.
Quanto custa um furo em Grândola
O preço de um furo em Grândola depende sobretudo de onde está o terreno: na planície do Sado a perfuração atravessa areias e calcários, e na serra tem de cruzar xisto fraturado. Como escala pública, a Zaask indica 20 a 60 € por metro de perfuração, e o idealista aponta 4 000 a 8 000 € para um furo doméstico completo, normalmente sem bomba. O valor do seu terreno só o dá o orçamento; o cálculo por profundidade está em Preços.
Como pedir o orçamento
Perguntas frequentes — Grândola
Quanto custa um furo de água em Grândola?
Não há preço publicado para Grândola. Como escala nacional: 20 a 60 € o metro de perfuração, mais 4 000 a 8 000 € para um furo doméstico completo. O valor do seu terreno só sai do estudo. Ver como se compõe o preço.
Preciso de licença para fazer um furo em Grândola?
Sim. Todo o furo passa pelo processo da APA, no SILiAmb: comunicação prévia com bomba até 5 cv, licença acima. O concelho pertence à região hidrográfica do Sado e Mira, gerida pela ARH Alentejo. Nós tratamos do pedido e só perfuramos depois da resposta; não garantimos a decisão nem o prazo.
A água na serra é diferente da da planície?
Costuma ser. Na planície do Sado há aquíferos de areias, argilas e calcários; na serra, em xisto, a água está em fraturas e os caudais são em geral mais baixos. A qualidade mede-se em cada furo, com análise.
E num monte sem rede pública?
O furo passa a ser toda a água da casa, e o orçamento tem de cobrir o conjunto: furo, revestimento, ensaio, bomba (solar, sem ligação elétrica), reserva e análise.
E Melides, Carvalhal e Tróia?
Pertencem ao concelho, mas a costa tem outras regras e por isso cada uma tem a sua página: Melides, Carvalhal, Tróia. A Comporta, vizinha, é de Alcácer do Sal: ver Comporta.
Posso beber a água do furo?
Só depois de uma análise num laboratório acreditado e com a captação bem protegida. Onde há rede pública, em regra a água do furo não a substitui para beber e cozinhar; serve para rega e usos exteriores.
Fontes
- Galego Fernandes & Oliveira da Silva, "Contribuição para a caracterização hidrogeológica do sistema aquífero da Bacia do Sado", APRH, 1998 (PDF). aprh.pt
- Chambel & Duque, "Estudo dos Recursos Hídricos Subterrâneos do Alentejo (ERHSA)", 4.º Congresso da Água, APRH, 1998 (PDF). aprh.pt
- Almeida et al., "Sistemas Aquíferos de Portugal Continental" — Introdução ao Maciço Antigo (SNIRH/INAG, PDF). snirh.apambiente.pt
- APA — PGRH do Sado e Mira (RH6), Resumo Não Técnico — concelhos abrangidos e ARH Alentejo (PDF). apambiente.pt
- APA-ARH Alentejo, Edital n.º 000073-ARHALT, de 8 de maio de 2026 — captações de água subterrânea e regadios públicos (PDF). apambiente.pt
- Zaask, "Quanto custa fazer um furo de água?" — perfuração de 20 a 60 €/m, média ≈ 30 €/m. zaask.pt
- idealista/news, "Poços e furos de água: é necessário licenciamento?" (14 set. 2026) — preços, regra dos 5 cv, taxa, 100 m entre captações. idealista.pt
- APA — Licenciamento online (SILiAmb), módulo de recursos hídricos. apambiente.pt
Fontes lidas até 16 de outubro de 2026. Valores de referência, sem garantia: o orçamento e a ARH confirmam o seu caso.
Ver também: Melides · Carvalhal · Comporta · Preços · Licenciamento · Pedir orçamento